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Já diziam os gregos

Se cunhado fosse bom não começava com cu. (Beijo pra Olívia e pro Ricardinho, meus conhados). Já diziam os Gregos, que, naquela época, estavam mais certos do que nós.
E é por isso (pelos gregos, não pelos cunhados) que amanhã a Vitória e eu estaremos na Grécia! Se tiver wifi no hotel, postarei fotos. No momento, estamos em Londres esperando nosso voo, acho que sem acento, porque não sei mais escrever. Já dizia o Saramago que essa reforma era má ideia. Sem acento.
Não tem wifi aqui no aeroporto, então escrevi esse post ontem (dafuq?). Post curto em antecipação à viagem.
Beigos e até breve.

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Dorilene

Dorival era pedreiro, Marlene fritava salgadinhos pra festas. Dorilene, a filha mais nova, era caixa em um supermercado.
Quando Dorilene engravidou, Dorilene ganhou do pai um sermão, da mãe um pequeno abrigo para o neném e do namorado, uma surra.
Dorilene era doméstica quando sua filha engravidou. Mas tudo que Dorilene tinha para lhe dar era tapas e palavrões, e um pequene abrigo para o neném.

Metallica (again!)

Nos últimos dias tenho escutado muito os álbuns dos Metallica, principalmente o botleg do Rock in Rio. Acabei escutando com um pouco mais de atenção aos detalhes, e aí eu comecei a reparar que o James já começou a deslizar em algumas músicas.
Maaas… apesar disso, continua extasiante, pura diliça. O Rob com vocais à Dom Copal Blaze Bailey também soam, no mínimo, ‘diferente’. No mais, continua me passando a mesma sensação que eu sentia quando pegava escondido (e depois não tão escondido assim) os CDs do meu tio.
Enquanto escrevo este post, ouço For Whom the Bell Tolls, com um solo totalmente awesome. Oque me lembra: o James é, alem de vocalista, guitarra solo (sim, eu sei que o Kirk também sola). Na boa, isso é muito ser egoísta de groupie. Já não chega cantar, tem de solar também? Deixa um pouco de atenção pro resto da banda, pô! Como é que fica o Lars com aquela cara de leprechaun?
Bem, lembrar do RiR me fez lembrar uma história interessante, mas que fica de assunto pros próximos posts, pra poder manter o ritmo de festa.
Aguardem.

Megatherion

Hoje acordei não com preguiça, mas com megatherion. Pra quem não sabe, megatherion é uma preguiça gigantesca da era jurássica – ou outra era dessas que eu não lembro a quantos anos atrás foi.

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Behold the megatherion!

A preguiça foi tamanha que não fiz nada além de ficar na cama. NADA. Mal comi direito. Ainda que ontem a Viti fz folheados padariescos. Tão bons que, quando cheguei em casa e pensei que eram dos housemates, fiquei verde de imvega.
Aí saio pra trabalhar e o ônibus não parou quando eu fiz sinal. Na volta, a mesma coisa. Tenho cara de assaltante de ônibus, por acaso? Ou o motorista foi só filho da puta, mesmo?
Aí, já dormindo em pé, tenho de pegar um outro ônibus até o centro e de lá, um ônibus pra casa. Só me fodo mesmo.
Só espero que eu acorde mais disposto, amanhã.

Só pra manter a regularidade

Então, teve a inspeção lá no trabalho e nos saímos muito bem. Tão bem que a chef-mor ficou tão  feliz que o resto do dia foi bem mais suave. Ao contrário do dia anterior, que mal tivemos um break, ontem tivemos dois longos breaks. 🙂

Não tenho muito tempo pra escrever hoje porque comecei em cima da hora de sair de casa, e não quero esperar até a volta pra postar. No próximo post quero começar a experimentar com o wordpress do celular porque tenho um post bacano a fazer mas que precisa muito das imagens.

Enfim, até amanhã.

Me fodi (versão trabalho)

Então, ontem cheguei todo serelepe pra trabalhar, e todos estavam desesperados com uma inspeção que ocorreria no dia seguinte (hoje). Aí me fizeram limpar cada centímetro do restaurante.

Nessas, me pediram pra levar os filtros do exaustor pro outro prédio para serem lavados, e me deram um carrinho com os filtros empilhados. o porblema é que no caminho, 3 filtros caíram. Até aí tudo bem, segue tudo normal. Mas quando eu estava começando a pensar em gostar do trabalho, chega um dos chefs, um grego baixinho e mal encarado e me pergunta:

– Gabriel, oque aconteceu aqui?

– Eu levei os filtros pra lavar no outro prédio. :B

– E porque esse aqui tá amassado?

– Eu, ahm…

imediatamente ele responde:

– Ahm oquê? Como é que eu vou botar esse filtro no exaustor agora?

– Tu quer que eu conserte?

Daí pra diante, ele me ignorou completamente, e um outro kitchen porter, um velhinho gente boa, cabeludo e tatuado, que tem tudo para ser do IRA e trabalha a 16 anos no restaurante acalmou o grego e disse que consertava o filtro.

Até aí ainda estava tudo bem. O problema é que 15 minutos depois fui esvaziar um balde e esvaziei na pia errada, entupindo-a. Nesse momento, me senti a pessoa mais odiada no restaurante, por motivos óbvios.

Mas no fim das conta ficou tudo bem, ninguém comeu meu rim nem ameaçou meu emprego, e a chef-mor ainda ficou feliz que eu fui mais cedo (porque ela chamou) pra limpar tudo pra inspeção.

Só espero que tenha corrido tudo bem na tal da inspeção, pra não ter que ouvir muito. Mas em suma, se você ficou com preguiça de ler o post e só leu esse parágrafo: Me fodi.

Pratos e Ilhas

Primeiro post da série diária. No exato momento estou chegando no trabalho. Aqui na Irlanda eu trabalho lavando os pratos de crianças italianas e russas em um restaurante de uma escola.

Já falei italiano com um menino, mas ainda não me arrisquei no russo, porque fico com vergonha. Com o italiano foi mais fácio (sic) porque ele veio falar comigo e não falava inglês direito. Aliás, ninguém na Irlanda fala inglês direito, e o sotaque dos mais velhos e do pessoal do interior é quase indecifrável.

E por falar em interior, visitamos anteontem uma ilha onde as pessoas só falavam gaélico. Assim mesmo, no passado, porque os mais novos lá já falam inglês. Mas um velhinho que aluga sua charrete por lá conta que quando completou 18 anos teve de vir para Dublin para aprender inglês!
Bem, chega de post por hoje que agora é hora de lavar prato.

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